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Ceará gera mais de 47 mil novos postos de trabalho em 12 meses

O Ceará iniciou o ano com recuo na variação do emprego formal. Em janeiro, o estado registrou 52.725 admissões e 54.016 demissões, o que resultou em saldo negativo de 1.291 postos com carteira assinada. Apesar do resultado mensal desfavorável, o acumulado dos últimos 12 meses segue positivo, com 47.857 novas vagas, sinalizando que a perda de fôlego em janeiro ocorre sobre uma base ainda sustentada pela geração líquida de empregos ao longo do ano anterior. Os dados são do Novo Caged divulgados nessa terça-feira (03/03) pelo Ministério do Trabalho e Emprego,
Na leitura regional, o desempenho positivo se espalhou por 18 das 27 unidades da Federação. Santa Catarina liderou a geração de vagas, com 19 mil postos, seguida por Mato Grosso, com 18.731, e Rio Grande do Sul, com 18.421. O resultado reforça a concentração do saldo nas economias do Sul e do Centro-Oeste, regiões em que a combinação entre base industrial, cadeia do agronegócio e maior dinamismo de investimentos costuma sustentar contratações no começo do ano.

Nordeste
No Nordeste, o mês teve saldo positivo agregado, mas com assimetria entre estados. A Bahia se destacou com 6.124 novas vagas, seguida por Rio Grande do Norte (1.164) e Pernambuco (889), enquanto quatro estados apresentaram desempenho negativo: Ceará (-1.291), Alagoas (-2.922), Piauí (-337) e Paraíba (-302).

No cenário nacional, o resultado de janeiro eleva o estoque de vínculos celetistas para 48.577.979 trabalhadores e mantém o mercado formal em trajetória de expansão no acumulado de 12 meses, período em que o país somou 1.228.483 empregos líquidos, com crescimento de 2,6% do estoque. Além da abertura de vagas, o Ministério do Trabalho informou alta do salário médio real de admissão para R$ 2.389,78 em janeiro, avanço de 3,3% em relação a dezembro, indicador que ajuda a explicar por que, mesmo com oscilações mensais, a renda do trabalho segue no centro da dinâmica de consumo e atividade no início de 2026.

A abertura de vagas foi puxada por quatro dos cinco grandes setores acompanhados. A indústria liderou, com 54.991 novos postos, seguida de perto pela construção civil, que criou 50.545 vagas. Serviços adicionou 40.525 empregos formais e a agropecuária registrou saldo positivo de 23.073. O contraponto ficou com o comércio, que fechou 56.800 postos no mês, comportamento associado à sazonalidade típica do pós-festas, quando redes e empresas ajustam quadros após as contratações temporárias de fim de ano.

Geograficamente, 18 das 27 unidades federativas tiveram saldo positivo em janeiro. Santa Catarina apareceu como destaque, com 19 mil novos postos, seguida por Mato Grosso (18.731) e Rio Grande do Sul (18.421), indicando que parte relevante da geração de vagas no início do ano se concentrou no Sul e no Centro-Oeste, regiões com forte presença industrial e encadeamentos com o agronegócio.

Fonte: O Estado CE

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